
Antes de mais nada: Não é 5 Centavos 1989 e não é 5 Cruzeiros 1990. Estas duas últimas são vendidas a 20 reais O QUILO. Confundir estas moedas é o mesmo que não saber o quê se está colecionando. Embora os colecionadores tentem encontrá-la no meio das comuns, em “garimpagens”, nunca irão achar. As que estão no mercado são mistérios de nossa numismática.
Essa moeda é do padrão monetário CRUZADO NOVO. Nesse padrão são apenas DEZ moedas cunhadas, sendo uma delas em prata. Não é Cruzados, e não é Cruzeiros.
Quando foi lançada, o novo Presidente da República, Fernando Collor, um esquerdista ladrão (desculpe o pleonasmo) autoentitulado "caçador de marajás" e que confiscou a caderneta de poupança dos brasileiros tão logo assumiu o poder, levando milhões de brasileiros à ruína financeira e ocasionando inclusive o suicídio de muitos pais de família, mudou o padrão monetário pra CRUZEIROS logo no primeiro dia de mandato! Por isso essa moeda nem chegou a circular, e é um mistério como algumas conseguiram escapar à fundição em alguma siderúrgica.
Assistam ao vídeo:
Empossado numa quinta-feira, 15 de Março de 1990, o corrupto Fernando Collor anunciou seu plano econômico no dia seguinte à posse, ou seja, logo no primeiro dia de governo: Anunciou o retorno do Cruzeiro como unidade monetária em substituição ao Cruzado Novo, vigente desde 15 de janeiro de 1989 quando houve o último choque econômico patrocinado por seu antecessor José Sarney, outro esquerdista ladrão e extremamente corrupto.
O Cruzeiro voltaria a circular em 19 de março de 1990 em sua terceira (e última) incursão como moeda corrente nacional, à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00 (1 Cruzado Novo = 1 Cruzeiro, ou seja, só mudou o nome da moeda novamente, pela terceira vez na história, pra Cruzeiros, desta vez sem corte de zeros), até ser substituída pelo Cruzeiro Real em 1993. Logo, a cobiçada moeda 5 Centavos de Cruzados Novos 1990, fabricada em fevereiro, sequer teve tempo hábil pra se fazer circular.
Uma curiosidade: TODAS as moedas 5 CENTAVOS 1990 possuem um ponto na data entre o segundo 9 e o 0, ficando 199.0 na data.
Dito isto, é preciso afirmar: Sempre que alguém põe um exemplar dessa moeda à venda, a diversão é garantida: As pessoas dão a clara impressão de não saberem sequer o que colecionam. O analfabetismo funcional é gritante e fica muito evidente em muitos. Ninguém lê os catálogos! Só vêem preços! De fato, sempre que vemos esta moeda à venda com algum comerciante, aparecem várias pessoas questionando o elevado preço, e afirmando que possuem ou possuíam “kilos” da mesma em casa e afirmando ser uma moeda muito comum, na óbvia confusão com as extremamente comuns 5 Centavos 1989 e 5 Cruzeiros 1990. Há inclusive aqueles que a confundem com a 10 Cruzeiros 1991, que é muito diferente inclusive no diâmetro.

Nota importante: Não se trata de uma moeda “rara” como inseri na imagem. Claro que não considero esta moeda como sendo "rara", e sim no máximo como escassa ou difícil. Raras são cunhagens abaixo de 100 exemplares. Coloquei "Rara" apenas pra exemplificar a diferença entre as comuns 5 Centavos 1989 e 5 Cruzeiros 1990.
A tiragem, já baixa, de 934.000 exemplares cunhados oficialmente, não chegou a ser inserida no mercado, sendo destruída aparentemente antes da distribuição aos bancos. Nenhuma foi posta em circulação, pois fabricadas no final de Fevereiro de 1990, em Março mudou-se o Governo, mudou-se o sistema monetário de Cruzado Novo pra Cruzeiro, e a inflação “comeu” o valor, já baixo, dessa peça. Na prática, quando iam ser distribuídas, seriam necessárias centenas delas pra se comprar uma balinha ou pirulito no mercado. Resultado: Fundição em siderúrgica. Nenhum exemplar deveria ter escapado a este destino, mas... algumas estão por aí.
Logo, quantidade de emissão é uma coisa. Colocação em circulação é outra. O mesmo fenômeno ocorreu com a cédula da Baiana, onde a quantidade de emissão é alta, mas o que efetivamente circulou foi pouco e por isto é uma peça escassa e valorizada.
Não é uma moeda difícil de se encontrar nas Casas Numismáticas, com comerciantes independentes, etc, mas os preços são incrivelmente altos, variando entre R$ 150 e R$ 250. O que se observa, na realidade, é uma supervalorização diante de uma demanda que cai nas mãos de comerciantes que procuram exorbitantes lucros. Esse fenômeno é um câncer da numismática, que se espalha quando os comerciantes mais honestos passam a adotar os mesmos preços ao observar que podem potencializar seu lucro. Esse problema também é agravado pela escassez relativa, isto é, diante de uma cunhagem alta de outros anos, do mesmo valor facial e até mesmo de outras moedas, é difícil encontrar essa peça em grandes lotes. Esse fenômeno é o mesmo visto em peças como 1 Real 1998 Direitos Humanos, 1 Real 2012 Bandeira Olímpica, 1 Centavo 1990, dentre outras.
Mas… Se a moeda de 5 Centavos de Cruzados Novos foi retirada antes mesmo de se fazer circular, devido à inflação tê-la desvalorizado ao pó, porque o mesmo não foi feito com a moeda de 1 Centavo de Cruzado Novo, que valia cinco vezes menos?
1 Centavo de Cruzado Novo:
em 1989 são 208.100.000
em 1990 são apenas 1.000.000
Deveria pela lógica ser escassa como a 5 Centavos de Cruzados Novos 1990 e igualmente recolhida. Mas não é, e circulou. Foi criada em 1989 pra substituir a moeda de Cz$ 10 (Dez Cruzados) que passaram a corresponder a NCz$ 0,01 (Um Centavo de Cruzado Novo). É o chamado "Plano Verão".
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A resposta é: O CENTAVO como unidade monetária não foi abolido quando a moeda voltou a ser chamar CRUZEIROS, e isto está na LEI Nº 8.024, DE 12 DE ABRIL DE 1990, onde temos:
Art. 1º Passa a denominar-se cruzeiro a moeda nacional, configurando a unidade do sistema monetário brasileiro.
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§ 1º Fica mantido o centavo para designar a centésima parte da nova moeda.§ 2º O cruzeiro corresponde a um cruzado novo.
Portanto, o CENTAVO era obrigação legal, e por isso foi mantido e posto em circulação, mesmo sem nenhum poder de compra, mesmo que uma tonelada delas não valesse nada. Já a 5 Centavos, que estava em circulação, com data 1989, foi recolhida, e a já produzida mas não distribuída 1990, sequer chegou a circular.
Explicação dada, deixem seus comentários!
Atualização em 24 Junho ‘2020:
Este artigo foi reproduzido no site «Numismática Castro» em 1 Fevereiro ‘2018.
Link: https://numismaticos.com.br/o-importante-nao-e-o-peixo-e-o-pescador/





